terça-feira, 21 de junho de 2022

chuva

Nasci com uma alma velha
Que me assombra no presente.

Um passado
Mais antigo do que a minha vivência 
Foi-me dado à nascença 
Um presente sem presença 
Um corpo que existe sem existência. 

Meus sentimentos são escassos
Só o meu coração sabe
Só o meu coração sente
O que tenho de esconder
Para não amar tão intensamente.

Depois que o som da chuva
Passou e com ele
O sol aparece e não esquece a tristeza
O corpo encharcado, o coração afogado
O coitado do apaixonado.