domingo, 21 de fevereiro de 2016

As gaivotas

Adiante,
Vejo o que me é possível imaginar
Às vezes vejo mais,
Quando imagino o impossível.

Vou imaginando gaivotas
Voando,
Em direção ao mar
O imaginado

Às vezes voam noutras direções
As tempestades levam-nas para outros mares
Os imaginados

Imagino,
O levantar, o descolar
O voo, o pousar
As asas, as penas a voar

E, enquanto descansam em terra
A imaginada
Talvez nos imaginem a nós
Voando,
Em direção ao nosso mar

O nascer, o andar
O viver, o morrer
As solas de um ser, mais desgastadas que o próprio chão

A imaginação.