apaguei tudo
já não sou quase nada
E o que resta de mim, é só carne
A vontade para perceber as coisas?
E a sede de querer em demasia?
Já não as tenho
Agora já nem bebo água
E já percebo tanta coisa
Não quero mais do que tenho
Contento-me com isto
a minha alma agora é só existência
e a minha cabeça, essa quase que não pensa