terça-feira, 23 de junho de 2015

A muralha

A certeza de um futuro incerto assusta-me
Eu, que me fui escondendo durante os meus anos de vida, atrás de uma muralha
Observo-me, com as mãos feridas e com um martelo na mão
Estou a destruir a muralha e estou suja de cansaço.

Já vejo metade de algo,
Caio no chão a cada 5 minutos de esforço
A minha alma já transpira dor 
Volto a levantar-me só porque já vejo metade de algo.

Tenho 5 minutos que passam a 5 horas 
Momentos, em que a esperança se perde de mim e cega-me com lágrimas que não acabam
Perco-me no tempo
Já não vejo nada.

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