domingo, 3 de abril de 2016

palavras presas

Infinitas palavras, que me surgem na ponta da língua,

cada uma com o seu sabor tão característico...

As minhas papilas gustativas excitam-se ao ponto do climax

entre a saliva e as letras que se entranham nela

entre o pensamento e a expressão da mensagem através do som

o sexo não chega a acontecer.

E eu, fico calada.

Estas palavras percorrem-me o sangue em ritmo acelerado e ferem-me a pele enquanto tentam insistentemente escapar pelas veias

E eu, fico calada.

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