O que vêem os loucos?
De fato e gravata passam os aceites
Frenéticos, espreitam as horas
Como se soubessem o prazo da sua existência
Como se estivessem sempre atrasados para chegar a algum lugar.
De farrapos e imundo passa um mendigo
Abatido, em busca de pontas de cigarros
Como se estivesse condenado a esta rua
Como se soubesse a sina de nós todos.
São horas de ver o mundo
O tempo não deixa de existir
Não há pausas para cair
Talvez as folhas só caiam para que possamos renascer.
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