Na terra de ninguém,
Deixada por mim no passado
Onde nada existe, só os enganos
E as palavras de um destino fracassado.
Eu sonhei contigo mas não te vivi
E, nas tuas promessas vagas
Foi a primeira vez que morri.
Por detrás daqueles montes
Só me deixaste viver nos teus olhos
E no dia em que me enterraste
Jorraram lágrimas de todas as fontes.
Na terra onde as promessas tudo matam
Uma fruta, em abundância cresceu
Com as raízes da minha força
Ela, da tristeza se ergueu.
Que daquelas amoras
A minha história escreva
Como a fruta mais saborosa
Que naqueles montes poisou.
E que tu te rendas
À mentira
Que a sina a ti te destinou.
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