Ensinou alguém à ave
A assentar as asas num só lugar?
A juntar os galhos para construir o ninho
Quando esta só queria voar?
Quem lhe disse para proteger a cria
Com a sua alma e a sua própria vida
O instinto de cuidar, ensinar e amar
Para um dia a soltar?
Será que alguém escolheu?
E não foi coincidência alguma
Que as expressões do meu rosto, fossem cópias da tua?
Talvez o sangue, que corre nas minhas veias
Sempre em ti existiu
E a força que eu tenho, de ti também surgiu.
Quem te ensinou, minha mãe?
A esquecer que o mundo lá fora caía
A proteger uma nova vida.
Haverá alguém que me consiga explicar?
Como tanta luz, num só corpo, é capaz de habitar.
Tua respiração a minha força, tuas palavras a minha coragem
Teus olhos o meu sol
Nesta vida e nas próximas, por ti… tudo.
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