A manhã que vem
Os pássaros que despertam
O tempo que me deixa existir
A serra e o rio
O cheiro a liberdade
A beleza da antiguidade
No banco de jardim, de onde é visível o futuro
Contam histórias de ouro
O passado que já não lhes pertence.
Aceitam as rugas e as dores
Um relógio lento e um presente que passa rápido
Falam de desgostos e amores
De quando as flores tinham cores.
Oh avó, sofro com a tua tristeza
Porque trazes tanta dor?
O teu coração não cabe no peito
Quem me dera guardar para sempre o teu amor.
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