nunca pensei que o mundo fosse tão cheio de nada
alimento as ruas com euforia
e elas não estão satisfeitas
vão encolhendo como se estivessem zangadas comigo
e, este desentendimento
cai em mim.
deve ser por falta de algo
o algo que lhe pisa
ou algo por aí além
poderei eu saber.
a minha caneta está tão gasta
as palavras já não me cabem na folha
já está tudo tão tapado de nada
tão conhecido.
eu já não sei onde escrever
deve ser porque as paredes já estão cheias
ou porque o teu corpo já não é o meu caderno de rascunhos.
não quero que ninguém me ouça
e se soubessem o que penso disto tudo
enlouqueciam comigo.
e que tinta é esta que não me deixa escrever?
a letra fugiu um dia destes
e, o texto já não sai à noite
porque anda a vadiar há tempo demais.
assento, as asas nos ombros
porque assentar não é para mim.
eu já dei o grande pulo
e, se as asas não abrirem
pula comigo.
alimento as ruas com euforia
e elas não estão satisfeitas
vão encolhendo como se estivessem zangadas comigo
e, este desentendimento
cai em mim.
deve ser por falta de algo
o algo que lhe pisa
ou algo por aí além
poderei eu saber.
a minha caneta está tão gasta
as palavras já não me cabem na folha
já está tudo tão tapado de nada
tão conhecido.
eu já não sei onde escrever
deve ser porque as paredes já estão cheias
ou porque o teu corpo já não é o meu caderno de rascunhos.
não quero que ninguém me ouça
e se soubessem o que penso disto tudo
enlouqueciam comigo.
e que tinta é esta que não me deixa escrever?
a letra fugiu um dia destes
e, o texto já não sai à noite
porque anda a vadiar há tempo demais.
assento, as asas nos ombros
porque assentar não é para mim.
eu já dei o grande pulo
e, se as asas não abrirem
pula comigo.
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